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terça-feira, 20 de agosto de 2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Mais algumas lembranças II


De vez em quando os condes recebiam ao almoço ou ao jantar; eu cozinhava e o marido da minha prima servia. Houve um dia em que tive de fazer o almoço para 10 pessoas; eram sempre coisas fáceis e muito práticas: entrada, prato, saladas, queijo e sobremesa. Nesse dia lembro-me bem do que era o prato: esparguete com courgettes, fiambre, natas e queijo parmesão no forno. Mais fácil não podia ser. Tinha eu acabado de pôr o pirex, já pronto, em cima do frigorífico para ter mais espaço para o resto, quando o meu primo foi buscar gelo e o pirex caiu ao chão partindo-se em mil cibos! Vem de lá a condessa toda exaurida "e agora como é que ia ser?!" Toca eu a correr até ao mini-mercado mais próximo comprar o que me faltava e fazer tudo de novo. Saiu a horas e ainda com melhor aspecto. O nervosismo da situação deu um "quê" de adrenalina que ajudou a que saísse tudo bem e mostrou como sou desenrascada!







Já tenho a receita deste esparguete aqui no blog no dia 31 de Março de 2012.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Mais algumas lembranças




Este fim de semana e com o mau tempo que esteve apeteceu-me ficar em casa sossegadinha e cozinhar para as minhas filhotas. Depois fiquei sentada a vê-las regalarem-se com os petiscos que pediram para eu fazer. Estavam de comer e chorar por mais, segundo elas. Eu pouco comi; satisfaz-me mais cozinhar  para os outros.

Por falar em mau tempo, hoje perdi o meu carro! Pois! Fui às compras e como estava um sol lindo vim a pé e só quando cheguei a casa é que dei conta de que me faltava o carro!

Foi durante o tempo que estive em Paris que aprendi a cozinhar. Trabalhei dois anos como cozinheira em casa de uns condes franceses e italianos. Quando fui à entrevista para ver se conseguia o lugar, tinha eu 19 anos, não sabia fritar um ovo. Estava mais habituada a trabalhar no campo do que a cozinhar. Na entrevista com a condessa disse, por indicação da minha prima que trabalhava lá como "baby-sitter", que sabia fazer tudo. 

Como já tinha referências dadas pela minha prima consegui o lugar. Foi também ela que depois me ensinou a cozinhar. 

O primeiro prato que cozinhei foi dourada no forno. Ainda me lembro de como estava insegura e nervosa mas não deixava transparecer. No final disseram que estava muito bom.

Hoje cozinhar é como uma terapia para mim. Quando estou cansada ou aborrecida quem ganha é quem come cá em casa. Tanto faço pratos já conhecidos como gosto de inventar.