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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A lua ficou escondida em casa da avó Maria




A minha sobrinha tem 3 anos e mora em Paris. No mês de Agosto vai de férias para Martim. Este ano depois do regresso das férias, a seguir ao jantar, a mãe mandou-a lavar os dentes para se deitar. Ela pensativa perguntou se já era de noite e se podia ir espreitar lá fora. Foi. Quando voltou perguntou à mãe onde é que estava a lua que não a tinha visto. Esta disse-lhe que a lua não se via todos os dias, só de vez em quando porque às vezes ficava escondida. E ela: - Ah! A lua ficou escondida em casa da avó Maria? Podemos ir lá de avião buscá-la para aqui?!

Um beijo grande, grande, grande, para a minha sobrinha e uma lua só para ela.







terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Coisas de canalha

Há algum tempo atrás fui buscar a minha filha mais nova à escola para almoçar, como sempre estava a jogar à bola. Quando me viu veio ter comigo a coxear e a dizer que lhe doía a perna. Eu perguntei-lhe como era isso possível se ela andava a correr e eu tinha acabado de ver! Ela respondeu: «Mas dói-me. Os gagos quando cantam também não gaguejam, pois não?!»





quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Esta canalha...




Hoje, quando penso na minha mãe, penso também em toda a paciência que ela precisou para nos aturar às 4. Fazíamos trinta por uma linha, batíamo-nos, púnhamos tudo fora de sítio, fugíamos, escondíamo-nos... Lembro-me que nessas alturas a minha mãe tinha umas expressões muito próprias dela. Aquelas de que melhor me lembro são: “esta canalha (miúdos/as) destrói o sol antes de ele nascer”, "são como os turcos" e deitava as mãos à cabeça e dizia “com seiscentos milheiros de caralhos”. Uma vez uma das minhas irmãs perguntou-lhe se não seriam de mais e ela riu-se.